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Mercado imobiliário brasileiro em 2026: o que os dados dizem e o que sua imobiliária precisa fazer

  • Foto do escritor: Redação Leevo Insights
    Redação Leevo Insights
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

O mercado imobiliário brasileiro entrou em 2026 em modo de transição. Após dois anos seguidos de recordes — lançamentos cresceram 10,6% em 2025, com 453 mil unidades residenciais, segundo a CBIC — o setor desacelera nos preços mas mantém volume. Para quem opera uma imobiliária, entender essa dinâmica não é opcional. É a condição mínima para sobreviver ao ano.

Vista aérea de empreendimento imobiliário residencial

Força 1: a Selic e a demanda represada

Com a taxa ainda em patamar elevado e expectativa de queda gradual para próximo de 12,25% até dezembro, segundo o Boletim Focus, o crédito para médio padrão segue restrito. Cada ponto percentual de queda na Selic pode incluir 160 mil novas famílias no mercado, segundo projeções setoriais. A demanda represada está acumulando. Quando a janela abrir, imobiliárias sem processo vão perder leads para quem está estruturado.

Cada ponto de queda na Selic inclui 160 mil novas famílias no mercado de financiamento. A demanda está acumulando — a questão é quem estará pronto para capturá-la.

Força 2: Minha Casa Minha Vida como motor do setor

O programa respondeu por 62% dos lançamentos e 63% das vendas em São Paulo no primeiro semestre de 2025, conforme o Secovi-SP. A meta do governo é 3 milhões de unidades contratadas até o fim de 2026, 50% acima da meta original, com orçamento recorde de R$ 180 bilhões. Para imobiliárias no segmento popular e econômico, isso representa pipeline garantido — desde que a operação consiga absorver o volume.

Força 3: o novo perfil da demanda

Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica mostra que 49% dos brasileiros pretendem comprar imóvel nos próximos 24 meses — recorde histórico. O perfil de interesse também mudou:

  • 41,1% dos lançamentos no Brasil são unidades compactas (até 40m²), segundo a Housi

  • Unidades de 1 dormítório lideram valorização no Índice FipeZap

  • Interior de São Paulo registrou crescimento de 26% nas vendas impulsionado pela interiorizacao das famílias (Abrainc)

O que sua imobiliária precisa fazer agora

  1. Posicionar portfólio — saber em qual segmento sua operação está mais forte e concentrar esforços lá

  2. Alinhar carteira à demanda — imóveis compactos, bem localizados e enquadráveis no MCMV são os mais líquidos do momento

  3. Estruturar a operação comercial — processo, CRM ativo e follow-up disciplinado para capturar a janela que vai abrir com a queda da Selic

A pergunta não é se o mercado vai aquecer. É se a sua imobiliária vai estar pronta quando isso acontecer.

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