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Geração Z lidera intenção de compra de imóveis em 2026: o que isso muda para imobiliárias e corretores

  • Foto do escritor: Redação Leevo Insights
    Redação Leevo Insights
  • há 14 horas
  • 3 min de leitura

A geração que o mercado imobiliário ignorou por anos agora lidera a intenção de compra. Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica realizada em março de 2026 com 1.200 entrevistas em todo o país revela: 59% dos jovens da Geração Z — entre 21 e 28 anos — pretendem comprar um imóvel. Um salto de 10 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025. Para imobiliárias, a mensagem é direta: quem não entende esse comprador está perdendo o segmento que mais cresce.

Grupo de jovens da Geração Z discutindo planos de compra de imóvel

Os números que desfazem o mito

Durante anos, o mercado acreditou que a Geração Z preferia o aluguel e a mobilidade à propriedade. Os dados de 2026 desfazem esse mito com clareza:

  • 59% dos jovens entre 21 e 28 anos pretendem comprar um imóvel — maior índice entre todas as faixas etárias (Brain, março/2026)

  • 64% das compras realizadas na construtora Blendi em 2026 foram feitas por pessoas com até 30 anos

  • 67% dos jovens entre 18 e 24 anos afirmam querer comprar um imóvel em 2026, segundo pesquisa da Abecip

  • 38% dos compradores com intenção de compra declararam que o principal motivo é sair do aluguel

  • O Nordeste lidera regionalmente: 55% de intenção de compra — o maior índice entre todas as regiões do país

Essa geração não quer apenas comprar um endereço. Quer um produto que entregue conforto, praticidade, tecnologia, flexibilidade e uma experiência melhor de morar. — Pesquisa Datastore, 2026

O que esse comprador quer — e o que o surpreende

Estudo nacional da Datastore com 2.000 entrevistas em todas as regiões do país revela o que a Geração Z valoriza em um imóvel. O resultado quebra outro mito: essa geração não quer só studio.

  • 45% preferem 2 dormítórios; outros 40% preferem 3 dormítórios — plants inteligentes e funcionais são mais importantes que metragem

  • Quintal, varanda e automação lideram os diferenciais pelos quais pagam mais — junto com ar-condicionado nos dormitórios

  • Pet entrou na equação: a maioria vive com animais de estimação, o que explica a preferência por áreas abertas e quintal

  • 61% pretendem morar com parceiro em casamento ou união estável — o sonho da casa própria familiar permanece

  • Sustentabilidade, tecnologia embarcada e reputação da construtora pesam mais do que o preço na decisão final

Jovem segurando chave do primeiro imóvel próprio após financiamento imobiliário

Por que a Geração Z está comprando agora

Três fatores explicam o movimento que desfez o mito da geração que só alugava:

  1. Planejamento financeiro mais maduro. Essa geração tem mais educação financeira do que as anteriores na mesma faixa etária. Entende previdencia, investimento e enxerga o imóvel como ativo de longo prazo — não como dívida.

  2. Aluguel pressionado. Com os alugueis nas capitais subindo acima da inflação, a parcela de financiamento se aproxima ou já supera o valor do aluguel em várias praças. A conta passou a fechar.

  3. MCMV acessando a primeira faixa. Grande parte das compras feitas por jovens ocorre dentro das faixas do Minha Casa Minha Vida, que permite entrada menor, prestações subsidiadas e condições adaptadas a famílias em início de formação patrimonial.

Como a sua imobiliária precisa se adaptar

A Geração Z não é apenas mais jovem — é um comprador estruturalmente diferente. Chegou ao seu primeiro contato já pesquisando no Instagram, YouTube e TikTok. Já viu o empreendimento antes de ligar. Já calculou o financiamento no simulador do banco. Quatro adaptações que fazem diferença:

  1. Presença digital obrigatória. Esse cliente descobriu sua imobiliária antes de entrar em contato. Se você não tem conteúdo, avaliações e presença sólida nas redes, você não existe para esse público.

  2. Velocidade e transparência. Não tolera demora na resposta nem discurso vago. Quer saber exatamente o que está comprando, quanto vai pagar e quando recebe. Seja direto.

  3. Abordagem consultiva, não de pressão. Esse comprador fez a pesquisa. Não quer ser convencido — quer ser ajudado a decidir. Corretor que pressiona perde. Corretor que orienta fecha.

  4. Proposta de valor além do preço. Sustentabilidade, tecnologia embarcada e reputação da construtora pesam na decisão. Saiba apresentar esses atributos com naturalidade.

O financiamento imobiliário deve atingir R$ 375 bilhões em 2026, crescimento de 16% sobre 2025 (Abecip). Grande parte desse volume vai passar pelas mãos de compradores com menos de 35 anos. Imobiliárias que não estiverem preparadas para esse público vão assistir a esse mercado de longe.

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