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Minha Casa Minha Vida em 2026: Faixa 4, novos tetos e o que muda para a operação da sua imobiliária

  • Foto do escritor: Redação Leevo Insights
    Redação Leevo Insights
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Em 2025, o mercado imobiliário brasileiro cresceu apesar dos juros. Isso não foi sorte — foi o Minha Casa Minha Vida. O programa respondeu por 62% dos lançamentos e 63% das vendas em São Paulo, segundo o Secovi-SP, e contratou mais de 1,9 milhão de unidades em todo o país desde 2023, com investimento superior a R$ 300 bilhões.

Famílias em frente a casas do programa Minha Casa Minha Vida

O que mudou em 2026

A meta do programa sobe de 2 milhões para 3 milhões de unidades contratadas — 50% acima da meta original. O orçamento autorizado é de R$ 153 bilhões, alta de 18% sobre o executado em 2025. Dois movimentos têm impacto direto nas imobiliárias:

  • Consolidação da Faixa 4 para famílias com renda de R$ 8,6 mil a R$ 12 mil, financiamento de até R$ 500 mil a taxas de ~10% ao ano

  • Reajuste dos tetos: metrópoles com mais de 750 mil habitantes passam a R$ 270 mil (+6%), capitais regionais a R$ 260 mil (+4%)

  • Projeção de crescimento de 10% a 15% no volume do programa, impulsionado também pela isenção de IR para rendas até R$ 5 mil

A Faixa 4 atende a classe média — historicamente pouco atendida pelas políticas habitacionais — com alta intenção de compra represada. Para imobiliárias de médio padrão, esse é o segmento mais promissor de 2026.

O que sua imobiliária precisa fazer

  1. Mapear o portfólio. Quais imóveis da sua carteira se enquadram nas novas faixas e tetos? Identifique e destaque esses produtos.

  2. Treinar a equipe. O corretor precisa saber qualificar renda, simular financiamento e apresentar as opções de cada faixa com agilidade.

  3. Posicionar para a Faixa 4. Esse público tem renda, tem intenção mas ainda não foi bem atendido pelo mercado. Quem chegar primeiro constrói relacionamento antes da concorrência.

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